terça-feira, 29 de agosto de 2017

Publicado no O Antagonista em 29.06.2017 (clique aqui para o post original), este texto continua mais atual do que nunca.

Não é difícil prever que, logo, logo, veremos as ruas se encherem para pedir o impeachment de ministros do STF. 



"O Estado chicaneiro de Gilmar Mendes"


A página do Facebook do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima é leitura obrigatória.
Ele desmascara todas as manobras para destruir a Lava Jato.
Hoje ele explicou exatamente o que Gilmar Mendes está tentando fazer no STF.
Leia aqui, por favor:
O combate à impunidade tem muito a perder hoje. Gilmar Mendes quer com seu discurso alcançar um meio para anular as provas de crimes de corrupção produzidas pela Lava Jato. Nesse aspecto, o Ministro Barroso está certo em alertar onde Gilmar Mendes pretende chegar. Vejam como ele pretende fazer.
Ao querer discutir a legalidade do acordo no momento da sentença (e aqui também em todos os recursos), o que Gilmar Mendes pretende é introduzir a possibilidade de se anular o acordo, mesmo que o Ministério Público o entenda cumprido.
Ao anular o acordo, Gilmar Mendes pretende anular tudo que foi produzido por este acordo, o que significa a anulação de todas as provas produzidas. Ou seja, se o acordo é nulo, nulas são as provas, usando, como sempre, a teoria do fruto da árvore envenenada. Se a árvore está envenenada, o fruto também está.
Dessa forma, abriria a possibilidade de serem anuladas ou reformadas todas as condenações de todas as operações em que foram as provas obtidas através ou em decorrência de um acordo de colaboração premiada, inclusive - e aqui especialmente - as condenações de Sérgio Moro na Operação Lava Jato.
Gilmar Mendes, espertamente, usa a indignação da população com os benefícios alcançados pelos irmãos Batista - afinal, ninguém gosta de impunidade - para alcançar MAIS IMPUNIDADE. Só que agora de todos os poderosos envolvidos e revelados pelas investigações. Alcança-se assim o sonho de salvarem-se todos os políticos, de Lula a Temer.
Assim, o objetivo é retomar o velho caminho da impunidade através de truques formais, como sempre aconteceu em operações anteriores à Lava Jato.
Retroagir a análise da legalidade do acordo, isto é APÓS o colaborador ter entregue fatos e provas contra si e contra terceiros, inclusive de fatos desconhecidos pelas autoridades, e de ter o colaborador aberto mão do seu direito de não se auto incriminar e de recorrer da sentença que aplica a pena acordada, OFENDE os princípios da boa-fé, da confiança e da segurança jurídica.
Isto é, permite que o Estado aja como um chicaneiro.
Espero que a maioria dos ministros do STF caminhe para confirmar o entendimento tão bem expresso pelo Ministro Celso de Melo, e não permita que seja aberta a possibilidade de anularem as provas produzidas pela Lava Jato.

Excelente artigo escrito por Ana Paula Henkel (a Ana Paula do Vôlei), na estréia de seu Blog no Estadão (link para o post original):



Entrando em campo


Por Ana Paula Henkel
07 Agosto 2017 | 08h54
"Mesmo há alguns anos nos EUA, meu Brasil não para de me dar alegrias.
Ter um espaço como este no Estadão é muito mais do que mereço ou sonhei e, de coração, quero agradecer ao jornal pela confiança. Aos queridos leitores e amigos, conto com a compreensão e a paciência de vocês neste novo desafio.
Nada como estrear junto com mais um título do Grand Prix da seleção feminina de vôlei e gostaria de parabenizar meu querido Zé Roberto e suas meninas de ouro. Nossas campeãs venceram a Itália por 3×2 ontem na China trazendo o título pela 12ª vez! Participei das três primeiras conquistas na quadra e ver que o vôlei brasileiro continua no topo é uma felicidade para mim!
Foi um longo caminho de Lavras, no sul de Minas, até Los Angeles, cidade que cruzou meu caminho e que me acolhe há sete anos, testemunhando incontáveis idas e vindas ao Brasil nesse período. Hoje a Cidade dos Anjos aguenta pacientemente minhas crises de abstinência das quadras e ouve minhas histórias de amor pelo Brasil. Aqui sou a estudante de ciência política e arquiteta da UCLA, quase uma USP da Califórnia, e também a mãe orgulhosa do Gabriel e uma brasileira que tenta explicar para a minha família, vizinhos, clientes e amigos, um pouco do que acontece do lado de baixo do Equador.
Além de universidades como a UCLA, a que mais emprega vencedores de Prêmio Nobel no mundo, grande parte da indústria do cinema e do audiovisual do planeta está aqui. É no Golden State também que se encontra o Vale do Silício, sede de empresas como Facebook, Apple, Google, Microsoft, Netflix, Twitter, Oracle, eBay, Intel, HP, Adobe, Dell, Sony, Electronic Arts, LinkedIn e Yahoo. Até aí, nenhuma novidade. O susto é quando se entende o que a atual geração de líderes empresariais está fazendo com todo o poder conquistado no país da liberdade e do empreendedorismo. O tal “progressismo” pode ser vil até na “land of the free and the home of the brave”.
Um dos primeiros choques para qualquer estrangeiro ao chegar é descobrir que o politicamente correto e o “progressismo”, essa praga que infecta a política brasileira há tantos anos, tem na Califórnia seu olho de Sauron. Quem acha que está aterrizando numa meca do capitalismo logo percebe que as elites do estado formam uma casta de hipócritas que choram pelo fim do tal aquecimento global e por regulações que aumentam impostos e cortam empregos para o cidadão comum, enquanto poluem o ar e o mar com seus jatinhos e iates, e refrigeram suas mansões consumindo mais energia que o necessário para iluminar um vilarejo na África.
Uma grande parte do que o mundo entende por indústria cultural e tecnológica, incluindo seus principais meios e canais de distribuição de informação, tem origem na Califórnia, estado mais populoso do país, e o que acontece politicamente por aqui costuma ter reflexos planetários. Como moradora, posso garantir que isso não é exatamente uma boa notícia para o futuro do Ocidente.
A Califórnia já foi fiel aos ideais que construíram os EUA com uma respeitável história de alternância de poder e pluralismo, mas hoje sua guinada para a esquerda parece irreversível. O estado que deu dois mandatos de governador para Ronald Reagan (1967-1975), pavimentando o caminho de um dos grandes presidentes da história para a Casa Branca, é hoje uma mera lembrança. A vitória de Arnold Schwarzenegger, um republicano “só no nome” que governou como democrata, serviu como canto da sereia da sanidade na política californiana. O atual mandatário, Jerry Brown, é um esquerdista de fazer nossos petistas parecerem moderados.
Idéias têm consequências. Por aqui, temos algumas das mais altas taxas de impostos do país, o que está afugentando empresas e investidores, incluindo a elite de Hollywood que faz filmes e discursos lacrimosos na festa do Oscar, defendendo apaixonadamente as pautas econômicas e sociais da esquerda, enquanto busca paraísos fiscais em outros estados. Matt Damon, Di Caprio, George Clooney ou Meryl Streep, como qualquer outro esquerdista, adoram impostos para os outros.
Os centros de ensino mais importantes do estado, como a Universidade da Califórnia que frequento há 5 anos como aluna, são hoje palco das mais absurdas demonstrações de intolerância contra qualquer pensamento fora do que é permitido pela extrema-esquerda acadêmica. O campus de Berkley da UC, um dos mais conhecidos do mundo, é palco comum de atos de vandalismo contra palestrantes não-esquerdistas, numa escalada de violência que não pode mais ser ignorada e levanta questões muito sérias sobre esta geração de formandos que pode influenciar o mundo nas próximas décadas.
Minha intenção neste espaço é discutir aberta e democraticamente o que acontece na vida cotidiana, nos esportes, e na política americana e brasileira, com uma perspectiva de quem acredita que muitas das experiências testadas por aqui podem servir de reflexão para que possamos aprender com erros e acertos dos dois países na busca de um futuro melhor para nós e para as próximas gerações.
Sei que existe um interesse investido em parte da imprensa para caracterizar o governo Trump, que evidentemente tem falhas, e o atual momento dos EUA, como algo diferente do que é na verdade. Trump não é um presidente perfeito, mas existem mais viúvas de Obama entre o céu e a terra do que podemos contar. Como moradora, imigrante legal e cidadã americana, espero também poder fornecer aos brasileiros informações muitas vezes negadas ou distorcidas em nome de agendas políticas nestes tempos de pós-verdade. Visões binárias no estilo ou é Democrata ou é Republicano, ou é PT ou PSDB, não condizem com as reais necessidades para um amadurecimento político real. As boas idéias não entram no campo apaixonado da cega dicotomia dos gramados de futebol.
Aceitei o desafio de escrever esse blog porque acredito que é preciso cultivar o debate público intelectualmente honesto, transparente e livre. Cabe a cada um de nós contribuir ativamente para a discussão sempre em busca da verdade acima das agendas partidárias e interesses imediatistas, especialmente num país com problemas tão complexos como o Brasil.
O politicamente correto, nosso inimigo comum, não é só um expediente autoritário e rudimentar, ele serve de esconderijo para quem quer viver na Terra do Nunca e mascarar a própria imaturidade com uma capa falsa de tolerância.
Aos bons e inquietos que acreditam que qualquer mudança só virá da responsabilidade individual e de uma opinião crítica e honesta, sejam bem-vindos. Nosso bloco está oficialmente na rua."

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Contundente crítica publicada por Stephen Kanitz em seu blog (clique aqui para acessar o texto original):







Lula Não Tirou 40 Milhões da Pobreza, Pelo Contrário 

(texto de Stephen Kanitz)





"Os membros da Quarta Classe são muito, mas muito espertos, mas não são muito chegados a números.

Por isso a maioria frequenta cursos nas Ciências Sociais, e não Exatas.
A maioria não sabe usar Excel nem fazer cálculos complexos. Eles desinformam as classes mais baixas que precisam dominar, para se manter no poder.

Por exemplo.

1. O Bolsa Família não tira ninguém da pobreza. O que tira alguém da pobreza são postos de trabalho e educação.

2. O PT não estimulou o empreendedorismo nem deu educação estatizada de qualidade. O PT (e o PSDB) mantiveram a pobreza, e criaram dependência propositadamente.

3. Dar R$ 65,00 por mês para 40 milhões de pessoas, não tira ninguém da pobreza. Esses jornalistas deveriam fazer o teste e viver com R$ 65,00 por mês, antes de escreverem essas bobagens.

4. O Bolsa Família na realidade ajuda 13 milhões de famílias, com R$ 195,00 por mês, 3,03 membros na família em média, o que dá R$ 65,00 por membro da família. Compare essas 13 milhões de famílias com os 14 milhões de desempregados pela equipe econômica do PT.

5. Compare os R$ 195,00 que o PT fornece para 13 milhões de Famílias, com os R$ 2.220,00 que 14 milhões de famílias deixaram de receber.
R$ 2.220,00 para vocês formados em Ciências Sociais é um pouco acima do salário mínimo, computados os impostos, 13º salário e férias.

6. Some-se a esses números de desempregados, mais 15 milhões de postos de trabalho que não foram criados durante a dinastia PT, com esse crescimento pífio da economia.

7. O PT é responsável por menos – R$ 712 bilhões por ano, e não mais + R$ 29 bilhões por ano, como sua equipe econômica afirma.

8. E mais, esses R$ 29 bilhões é dinheiro que o PT retirou de alguns, e se vangloria por somente ter distribuído.
O que reforça a tese que a Quarta Classe não é progressista, como eles afirmam verbalmente, mas sim Distributivista.
Eles são especialistas em distribuir dinheiro para si, e umas migalhas para os outros. "

segunda-feira, 22 de maio de 2017


Vale a pena a leitura do artigo abaixo, postado na internet no Blog Senso Incomum:





"Fiat justitia ruat caelum, a expressão latina que significa “seja feita justiça, ainda que os céus caiam”.
Mesmo que seja possível relacioná-la à antiguidade, atribuindo-a a Lucius Calpurnius Piso Caesoninus (43 a.C.), seu uso é relativamente moderno, retrocedendo ao século XVIII, merecendo até citação de David Hume, apesar deste autor considerar a justiça um artifício que pode vir a ser contrário ao interesse público.

O seu significado é bastante claro: a justiça deve prevalecer acima de quaisquer consequências.

Essa frase é sempre oportuna de ser lembrada no Brasil, um país que vive de escândalos abafados e intrigas palacianas, mas sua reflexão se torna urgente quando a turma do status quo decide dizer que não é o momento de afastar um presidente pego em gravação constrangedora em que se conjuram esquemas de corrupção.

O mesmo argumento foi usado com relação à presidente anterior, vítima de impeachment, e tem sido gasto à exaustão como um dos elementos a justificar a liberdade de um ex-presidente, réu em ações criminais em andamento.

Também com relação às empresas envolvidas nos escândalos de corrupção, argumenta-se que elas não podem sofrer toda a pressão da lei, considerando a economia e os empregos que geram.

O fato todo ainda é bem recente. Ontem, 17 de maio e 2017, era divulgada gravações envolvendo o atual presidente e um senador da República. Hoje, o mercado brasileiro derrete: a Bolsa de Valores sofreu um circuit breaker, dólar dispara.

O argumento de que é péssimo para a economia do país que os políticos envolvidos sofram a sanção da Justiça ganha força. Será?
Deusa da Justiça na tempestade

É verdade que o país passará por uma situação de abalo. Há indícios pungentes de que os grandes partidos políticos estão envolvidos em casos de corrupção, grandes figuras da República estão tendo seus atos sórdidos revelados ao público. Executivo e Legislativo comprometidos, e não parou por aí. Outras instituições correm risco.

Para manter a estabilidade do país devemos  fechar os olhos à corrupção e permitir a impunidade?

Sem pensar, o raciocínio parece coerente. Uma urgência temporária. Mas e se pensarmos a respeito?

Chegamos onde chegamos após décadas de corrupção e dilapidação do patrimônio público, ou melhor, do dinheiro do contribuinte, já que é de onde vem a renda do Estado.
Agora, a melhor proposta para o povo, aquele que banca o cabaré e só é chamado para limpar o chão depois das festas, é manter as coisas como estão. Aceitar a corrupção das altas esferas como um elemento ínsito à brasilidade.

Exemplificando, é como se tivéssemos uma árvore podre por dentro em frente à nossa casa. Alta, robusta, mas podre e tendente a cair a qualquer momento. Em vez de cortá-la, os cupins aparecem e sugerem que somente podemos alguns galhos, aqueles mais próximos ao chão.

Ora, essa árvore cairá em algum ponto, estrondosamente. Esmagará nossa casa, talvez mate a nós, nossos filhos, nossos parentes.

Ainda, é o marido, ou a esposa, traído que pega o traidor no ato, mas ouve dele a proposta de manter o casamento, afinal, seria economicamente incômodo para ambos ter que resolver a questão patrimonial.

Em outras palavras, o povo foi vítima dos atos de corrupção e a melhor proposta dos especialistas é que ele continue sendo vitimado. Para melhorar sua condição? Aparentemente, só para não ficar pior. No fundo, é para garantir a impunidade dos agentes criminosos.

O raciocínio é ainda mais sombrio. A ideia é de que aplicar a Justiça contra os corruptos em situação de poder econômico e/ou financeiro desestabilizaria o país, mesmo diante de provas incontestes de sua conduta, equivale a dizer que o capital nacional e estrangeiro não se importa com a corrupção, desde que ele tenha segurança para continuar a lucrar.

Lógico que podemos falar em instabilidade da economia, retração do mercado, receio de medidas econômicas agressivas, confisco e outras intercorrências próprias de um governo que não se sustenta. Contudo, se a proposta é de que a manutenção de um governo corrupto é melhor (para quem?) do que a aplicação da lei contra os agentes criminosos, resta inconteste a conclusão do parágrafo anterior.

É muito mais preocupante entender a corrupção como um sistema de normalidade institucional do que limpar o Brasil, ainda que se tenha que abalar as fundações e reconstruir o Estado.

Uma história curiosa ligada indiretamente à expressão latina que abre esse texto é a passagem histórica de quando Alexandre, o Grande, recebeu o povo celta do Adriático. Questionando aquela raça alta e robusta sobre o que mais temiam, na expectativa de ouvir seu nome, teve a resposta de que os celtas não temiam ninguém, mas apenas que o céu lhes caísse sobre a cabeça, situação utilizada amiúde no quadrinho do Asterix.

Devemos nós, o povo da planície, temer que o céu caia sobre nossas cabeças? Mais perto dele, céu, estão os olimpianos que compõem a alta casta política brasileira, desde os mais poderosos até os pequenos serviçais, humoristas e canetas de aluguel, defendendo a manutenção de um status quo onde a população continua a sustentar o paraíso dos corruptos sobre suas costas, agora sem nem mesmo previsão de se aposentar.

Há informações públicas de que a empresa de um dos sócios que fez essa delação e divulgou as gravações estaria lucrando, hoje, com a alta do dólar, a mesma empresa que teria sido supostamente notificada de forma prévia da queda da taxa SELIC pelo mesmo presidente, dados com os quais obteve lucro.

Se o céu não cair sobre nossas cabeças, inevitavelmente o chão abrirá para nos engolir, o mesmo chão do qual estamos tão próximos, horizontalizados na exploração da alta carga tributária, da violência e da corrupção endêmica.

A Justiça deve prevalecer, não importam as consequências. De outra forma estaremos sinalizando que existem pessoas impermeáveis à lei, cujos atos não são alcançados pelo Estado organizado, levando à conclusão de que, ou se aceita a imunidade desses atores, ou se derruba o Estado, ambas soluções trágicas e que em seu bojo trazem violência, fome, doença e morte.

O trabalho executado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, e as decisões do Judiciário, estão mostrando a verdadeira face do Brasil. Ao povo compete decidir se colocará suas ideologias e preferências partidárias acima da razão, ou se dirá “queremos Justiça, ainda que caiam os céus”.

sexta-feira, 12 de maio de 2017


Sou católico e como muitos estou perplexo e indignado com posições políticas assumidas pela CNBB.  


Portanto, foi com alegria e satisfação que li os posts abaixo, publicados no O Antagonista.


A constatação é que a Igreja Católica no Brasil, assim como outras instituições, foi infiltrada por marxistas. 


Reconhecê-los pelo que efetivamente são - propagandistas do marxismo, e não pastores da Igreja - é a primeira providência para um cristão que efetivamente pretenda levar a boa nova aos que precisam. 


O Cristianismo não precisa do marxismo para ser efetivo, muito pelo contrário.




"Dom Odilo resolveu falar em nome de muitos"


O cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo e papável no último conclave, defendeu as reformas de Michel Temer e disse à Folha que as manifestações da CNBB sobre o assunto "não tiveram apoio explícito".
"Dom Odilo resolveu falar em nome de muitos que estão incomodados com o ativismo político dos mesmos de sempre", disse ao O Antagonista um religioso com trânsito na conferência dos bispos.
Na semana passada, vale registrar, Temer esteve com o núncio apostólico (o embaixador da Santa Sé no Brasil), dom Giovanni d'Aniello, para explicar as propostas de reforma trabalhista e da Previdência e entender o posicionamento da Igreja. O presidente ouviu que a CNBB não é a Igreja.

Bispos comunistas "passarão"

Humberto Costa, codinome Drácula, ocupou a tribuna do Senado para convocar a população para a "greve geral" encabeçada pela CUT, aquela que tem "fontes de financiamento alternativas". A certa altura do discurso, o senador disse que a Igreja Católica também está convidando os seus fiéis para irem às ruas "em favor dos pobres".
CNBB não é sinônimo de Igreja Católica, senador. O Antagonista sabe que o esbravejar dos bispos comunistas reflete o desespero, cada vez mais evidente entre eles.
"É a agonia. Estão gritando porque estão agonizando. Passarão!", disse a este site um padre com livre trânsito na entidade que ajudou a fundar o PT.





O povo já não acredita mais na Justiça. 


O quadro abaixo ajuda a explicar porque as decisões dos tribunais superiores, quando se referem a políticos graúdos, se distanciam do que pensa a população.




PS.: desconheço a autoria do quadro, mas tomei a liberdade de reproduzi-lo, pois é extremamente didático.